Drones termais: como a tecnologia está transformando o combate a incêndios florestais
O avanço das mudanças climáticas e o aumento dos períodos de estiagem tornaram os incêndios florestais um dos principais riscos ambientais da atualidade. Nesse contexto, tecnologias como os drones termais vêm ganhando protagonismo ao permitir uma atuação mais rápida, precisa e preventiva no controle do fogo.
Neste post, explicamos como funcionam os drones termais, por que eles são estratégicos no combate a incêndios florestais e como a Bracell vem utilizando essa tecnologia na prática para reduzir impactos ambientais e operacionais.
Boa leitura!
O que são drones termais e como eles funcionam
Os drones termais, também conhecidos como VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados), são equipados com câmeras térmicas capazes de identificar variações de temperatura no ambiente.
Diferentemente das câmeras convencionais, que dependem de luz e visibilidade, as câmeras térmicas detectam fontes de calor. Isso permite identificar focos de incêndio mesmo:
- durante à noite;
- em áreas com fumaça densa;
- em locais de difícil acesso;
- antes que as chamas se tornem visíveis a olho nu.
Na prática, os drones termais “enxergam” o que o olho humano não consegue, tornando-se aliados fundamentais em estratégias modernas de prevenção e resposta rápida.
Por que eles são estratégicos no combate a incêndios florestais
Quando o assunto é incêndio florestal, tempo é um fator crítico. Um foco de calor não identificado pode se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções.
O uso de drones termais permite:
- detecção precoce de focos de calor;
- resposta mais rápida das equipes de campo;
- redução da área afetada pelo fogo;
- menor risco para brigadistas;
- diminuição de impactos sobre a biodiversidade e as emissões de carbono.
Essa lógica preventiva é muito mais eficiente e menos custosa do que lidar com incêndios já fora de controle.
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Os resultados alcançados pela Bracell
Desde 2024, a Bracell incorporou os drones termais às suas operações de monitoramento florestal. Entre junho de 2024 e agosto de 2025, os equipamentos somaram cerca de 16 horas de voo e identificaram 34 focos de incêndio.
O dado mais relevante, no entanto, está no desfecho: todos os focos foram rapidamente controlados, antes de se transformarem em incêndios de grandes proporções.
Isso significa menos áreas degradadas, menos emissões de CO₂, menor impacto sobre a fauna e flora e mais segurança para as equipes envolvidas na operação.
Monitoramento 24/7: drones termais integrados a outras tecnologias
Os drones termais não atuam de forma isolada. Eles fazem parte de um sistema integrado de prevenção e combate a incêndios.
A Bracell mantém uma central de monitoramento que opera 24 horas por dia, sete dias por semana, conectada a 23 torres de vigilância equipadas com câmeras de alta resolução e visão 360°.
Quando um foco de calor é identificado, seja pelas torres ou pelos drones, a resposta é imediata. Caminhões-pipa, veículos 4×4, helicóptero e brigadistas treinados entram em ação de forma coordenada, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a eficiência no controle do fogo.
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Drones termais, ESG e Agenda 2030: quando sustentabilidade vira ação concreta
O uso de drones termais no combate a incêndios florestais também se conecta diretamente à agenda ESG, sigla para Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança). Na prática, o conceito reúne critérios usados para avaliar como as empresas lidam com impactos ambientais, relações sociais e práticas de gestão responsáveis.
No pilar ambiental (E), prevenir incêndios significa reduzir emissões de CO₂, proteger a biodiversidade e preservar recursos naturais. Cada incêndio evitado representa um ganho direto para o clima. Menos fogo significa menos emissões de gases de efeito estufa e maior preservação do estoque de carbono das florestas.
No aspecto social (S), a detecção precoce do fogo aumenta a segurança de brigadistas, colaboradores e comunidades do entorno. Já na governança (G), o investimento em tecnologia e monitoramento contínuo demonstra gestão de riscos, planejamento de longo prazo e tomada de decisão baseada em dados.
Ao adotar os drones termais como parte de sua estratégia de prevenção, a Bracell reforça seu compromisso com uma atuação florestal mais segura, eficiente e alinhada às boas práticas de ESG, indo além do discurso e colocando a sustentabilidade em prática no dia a dia da operação.
Essa atuação também dialoga com a Agenda 2030 da ONU, um plano global que reúne 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) voltados ao enfrentamento de desafios como as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e o uso responsável dos recursos naturais.
Esses objetivos servem como um guia para governos, empresas e sociedade avançarem rumo a um modelo de desenvolvimento mais sustentável até o fim da década.
No caso da Bracell, esse compromisso global se traduz na Agenda Bracell 2030, o plano estratégico de sustentabilidade da companhia. A iniciativa reúne metas públicas e de longo prazo voltadas à proteção do clima, da biodiversidade e das pessoas, orientando decisões operacionais e investimentos em inovação — como o uso de drones termais para prevenir incêndios florestais.
Dessa forma, a empresa conecta suas ações no território aos objetivos globais da Agenda 2030, contribuindo de maneira concreta para uma economia de baixo carbono e mais resiliente.
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